


by Julia Burger

Dentro de alguns dias os ingressos antecipados, com descontos de 20%,JOGODEDANÇA - São momentos enriquecedores que estão dando um novo sentido, ao meu jeito de dançar e na minha vida também. Mas ao mesmo tempo confirmando os princípios e os valores em que sempre acreditei. - Dançar pra quê? Dançar pra quem? e de que forma?
Chão, tem me dado a oportunidade de visitar as primeiras lições e sensações, que a dança me proporcionou, e que agora estão sendo importantíssimas na condução de meu primeiro trabalho autoral.
Poder falar da minha origem e dos meus antepassados e da minha história - pros meus filhos, pro mundo e pra mim mesmo - é muito bom. sobretudo se for trabalhando, brincando, dançando e trocando experiências com pessoas maravilhosas. Assim tem sido a execução desse projeto, que esta preste a concluir sua gestação
Olele o baba orisa (grande pai da sabedoria) nos oriente nesta missão...a rima foi sem querer!
Falar sobre o chão do Robson é um pouco pensar numa necessidade nossa de carnificar os mitos através do rito. E assim, propor no espetáculo uma reflexão sobre o papel do mito e do rito hoje. Entendo aqui rito como a representação presentificada do mito a partir de nossas crenças. Uma maneira mais característica da nossa sociedade é a falta de rituais e regras sociais explícitas. Dá pra se pensar num mundo ordenado por regras; sim, tá certo, agora, quanto a saber conscientemente quais são elas e de que modo elas atuam em nós e os seus efeitos? Já é outro papo. E, de um jeito sutil, o chão vai nos dando pistas de algumas dessas regras. O espetáculo cumpre o seu papel de rito de passagem - te passou e te curou...Tem sido muito um tudo esse trabalho com o Robson, Jessé e Mano Sá. A alegria de estar nesse trabalho não vem em palavras, mas em forma de riso, piada, altos papos, sandinarauê, um frio da porra, batucada, fumaça, imagens, pa pa pa papapa. Uma trilha contagiosa mesmo. Dele que te dele. (Luciane Coccaro)